Monografia sobre o PIBID Filosofia da UnB

Nesta Terça-feira dia 04/07 apresentou sua monografia de conclusão da Licenciatura em Filosofia a aluna Maísa Fidelis. O Título de sua monografia é: “PIBID FILOSOFIA: UNIVERSIDADE E ESCOLA JUNTAS PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES”. É a primeira Monografia sobre o PIBID Filosofia da UnB. O texto apresenta uma série de temas referentes à profissão docente, ao ensino de Filosofia e ao PIBID Filosofia. Foi uma grata satisfação ter orientado esse trabalho e ter tido a profa. Priscila na banca de avaliação da monografia. Agora vamos esperar Maísa fazer a revisão geral para entregar a versão definitiva que deverá ser disponibilizada pela biblioteca da UnB. Ponto para Maísa e ponto para o PIBID Filosofia da UnB.

Apresentação da Monografia de Maísa Fidelis

Profa. Priscila. Maísa e Prof. Pedro Gontijo

Anúncios

Semana de Filosofia- Oficinas PIBID

Car@s,

Publico aqui o texto do projeto das Oficinas que fizemos na 45a Semana de Filosofia  – 500 anos da Reforma Protestante, como um registro e como uma abertura a comentários, relatos, críticas.

No texto, tudo ainda é projetivo. Achei importante divulgar e colocar em tela para que comentemos em conjunto, do projeto à atividade final, quais os desafios, as expectativas, as frustrações…

Priscila

OFICINAS PIBID

O Programa institucional de bolsas de iniciação à docência – PIBID é um projeto no qual a universidade e a escola trabalham como parceiras na formação de futuros docentes. Um grupo de estudantes de licenciatura desenvolve, junto ao supervisor, professor de escola pública, atividades programadas nos núcleos escolares. Atualmente, o PIBID da filosofia está localizado em 5 escolas do DF, no Gama, Paranoá, Guará, Taguatinga e Sobradinho. Contamos com a parceria de cinco professores-supervisores de filosofia da rede, Antônio Kubitschek Braga, Vinicius Souza, Heitor Pereira, Lucianny Araújo e Jaine Alves, com dois coordenadores institucionais na UnB, Priscila Rufinoni e Pedro Gontijo, e com 25 bolsistas. Neste semestre, incorporamos a colaboração da pós-graduação, nas presenças de Benedetta Bisol e Gigliola Mendes. O PIBID propõe, para integrar as atividades da 45ª Semana de Filosofia sobre a Reforma protestante, levar os questionamentos para o âmbito social mais geral, atinente às especificidades do problema no nossos país, em que as mudanças – as “reformas” sociais, políticas, religiosas – são implementadas sem ação coletiva, e, deste modo, a “tolerância”, noção fortemente atrelada à arena sociopolítica, torna-se uma abstração distante.

 

A ideia das oficinas é integrar ao debate os estudantes do ensino médio e da própria UnB, não apenas como ouvintes passivos, mas também como coatores da discussão, ao criar fanzines – os infozines – a serem distribuídos durante as mesas de comunicação, ou ao produzir o roteiro de uma entrevista. As questões que pontuam o dia-a-dia dos estudantes e das salas de aulas do ensino médio poderão, deste modo, ressoar nos debates acadêmicos, proporcionando atritos e sínteses outras entre problemas especializados e seus ecos político-sociais, em um ciclo fundamental a toda a pesquisa que procura harmonizar vozes dissonantes e lançar-se ao desafio de novas formulações.

 

As oficinas terão uma parte formativa, em que serão discutidas noções históricas, filosóficas e sociais das questões tratadas, a cargo dos coordenadores, supervisores e estudantes do PIBID, e das professoras Benedetta Bisol e Gigliola Mendes – pós doutoranda e doutoranda da pós-graduação em Filosofia, respectivamente. E haverá uma parte produtiva, com a confecção dos fanzines e da entrevista, ou mesmo de um documentário.

 

Infozine: reforma, reformas?

Coordenação geral: Vinicius Souza

mestre em Filosofia – UnB

Alunos do PIBID Paranoá

Oficina versará sobre as várias noções de reforma, política, social, religiosa, e suas implicações. Os estudantes produzirão pequenos jornais a partir de colagens, desenhos e textos, que serão reproduzidos em série e distribuídos aos participantes do colóquio.

 

Diálogos interreligiosos

Coordenação geral: PIBID UnB,

Benedetta Bisol

pós-doutoranda UnB

e Gigliola Mendes

doutoranda FIL – UnB

 

O encontro propõe conversar com os estudantes acerca das várias religiões praticadas no país, por meio de materiais diversos, desde textos filosóficos a materiais de circulação midiática, com a finalidade de criar um roteiro de perguntas a serem feitas a três representantes de comunidades religiosas do DF. O encontro com os religiosos se dará à tarde, em uma mesa redonda aberta ao público em geral. Deste modo, propõe-se não apenas um debate sobre tolerância e diálogo religioso, mas também a participação ativa dos estudantes no processo de construção da discussão.

Mulheres e religião

(parte integrante das oficinas PIBID)

Coordenação

Benedetta Bisol

Gigliola Mendes

 

Anilda Maria Gonçalves dos Santos,

é professora  aposentada de história e ensino religioso na rede pública, formada em história,com especialização em Fé e Política pela PUC.-RJ. Membro da Comissão Justiça e Paz do DF, da caminhada das CEBS DF, Coordenadora Nacional da Fraternidade Leiga Charles de Foucauld no Brasil, parceira do Movimento das Mulheres Camponesas, da Via Campesina.

 

Ruth Dbessein,

É mãe de santo. Aos 18 anos se aproximou do ritual de Umbanda, com a doutrina kardecista. Aos 25 foi iniciada no culto aos vodus, Nação Jeje. Hoje, além de exercer função como Done (ialorixa), pertence ao CMDAEn (Coletivo Mulheres de Axé do Distrito Federal e entorno) com a finalidade de acolhimento das Casas de Axé.

 

Wall Moraes,

é pastora conferencista, palestrante e pregadora, professora de Filosofia, Geografia, História, Pedagogia, Sociologia e Teologia, Pós-Graduada em Administração Escolar e Coordenação Pedagógica, é Consultora da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra do Distrito Federal e Entorno, foi Presidenta da Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil (ANNEB), da Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil no Distrito Federal (ANNEB-DF) e Coordenadora do Comitê de Instalação do Conselho de Mulheres da Convenção Evangélica das Assembleias de Deus do Distrito Federal (CEADDIF). É  autora do Blog “Ser Mulher é Muito Bom! Atualmente é membro da Igreja Assembleia de Deus Liberdade e Vida, 1ª (primeira) Igreja da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) a ser presidida por uma mulher, a Pastora Wilma Oliveira.

Dos problemas que só as mulheres enfrentam

Eu nunca havia me atentado para essa problemática antes de entrar em sala de aula e perceber que o tratamento dirigido a mim e aos meus colegas homens eram distintos de maneira negativa. Sem que ninguém percebesse, notava colocações de fala que me desafiavam e me desconcertavam, certamente eram sintoma de algo muito estrutural. Eu nunca havia me atentado para essa problemática antes de entrar em sala de aula e perceber que o tratamento dirigido a mim e aos meus colegas homens eram distintos de maneira negativa. Sem que ninguém percebesse, notava colocações de fala que me desafiavam e me desconcertavam, certamente eram sintoma de algo muito estrutural.

Quando haviam dúvidas, normalmente eram dirigidas ao meu colega, embora quem estivesse tratando do tema fosse eu. Em diversos momentos, estudantes de maneira impositiva afirmavam que o que eu estava a falar não estava certo e apontando o que eu deveria fazer, atos que jamais aconteceram quando meus colegas homens estavam dando aula. O momento mais expressivo foi quando, ao tratar da alma em Platão, anotei no quadro as três partes que compõe a alma enquanto as explicava. Nesse momento, um estudante disse: “Tá errado isso aí, você tem que colocar mais uma parte”, eu o perguntei em qual autor ou lugar ele teria lido sobre essa parte e afirmei enfaticamente: “Pode ser o caso em outro autor, tendo em vista a diversidade de posições quanto ao tema, mas aqui nosso instrumento é a teoria de Platão e para ele há essas três partes”, o estudante se levantou, pegou o pincel de minha mão e disse: “Tem mais essa” e anotou mais uma palavra da qual não me recordo. Eu repeti minha afirmação, pedi que ele sentasse, apaguei a palavra e continuei com a aula, mas internamente bastante incomodada com o que aconteceu.

A questão não é reclamar o direito dos estudantes de questionar o que escutam, de forma alguma me coloco adversa a isso. O fundamental é pensar no verdadeiro sentido dessas situações, o que se coloca por trás. Se faz importante pontuar que esse estudante não costumava levantar dúvidas, opiniões ou o que quer que fosse nas aulas do meu supervisor ou dos outros pibidianos, mas nas minhas ele se sentia confortável para tentar me corrigir, finalizar minhas falas ou opinar. Também não é pensar que minha postura fosse positiva a ponto de inspirar confiança. Se trata, antes de mais nada, de machismo.

Após esse episódio em questão, passei a perceber que meus colegas na universidade também costumavam questionar mais impositivamente as professoras. Colegas estes que se calam do início ao fim nas aulas dos professores. O que levo de positivo é o fato de que me marcou, agora eu consigo ver mais evidente mais um – além dos tantos outros – problema para nós mulheres, mais precisamente na educação.

Frequentemente se pontua nas reuniões esses assuntos, todas nós sofremos abusos de formas que até Deus duvida. Mas, ao reviver essas questões, pretendo que nos coloquemos a pensar sempre mais, sejamos mais conscientes e resistentes. Esse não é um assunto batido. Vamos por aí nos ajudando.

Nájila Mota

Blog reúne links de outros sites que tratam de filosofia e ensino de filosofia

Às vezes quando vamos pesquisar na internet algo sobre o ensino de filosofia, os buscadores trazem uma quantidade de informações que dificulta ir direto ao que estamos mais precisando. Daí uma interessante iniciativa da filósofa Gisele Secco de reunir uma série de links que podem ser úteis para encontrar materiais sobre filosofia. Como são links fruto de seu conhecimento ou de indicações de outrxs pessoas da área, é provável que nos ajudem mais que a lista feita pelos buscadores da internet.

São sugestões de páginas, blogs e outros daqui do Brasil e de outros países.

Visite : https://didaticofilosoficas.wordpress.com/2017/04/11/preparando-o-professor-de-filosofia-blogs-sites-e-outros-afins/

 

 

Mestrado Profissional em Filosofia

Inicia hoje (10/04) o primeiro Mestrado Profissional em Filosofia do Brasil com uma aula ministrada pela professora Marilena Chauí (USP) no Teatro da Reitoria da Universidade do Paraná. O Mestrado  oferece curso a professores de filosofia do ensino médio ou fundamental, na modalidade profissional, em rede e com abrangência nacional.

A primeira turma possui estudantes distribuídos em 17 núcleos presentes em todas as regiões do país. São várias universidades organizando turmas com estudantes de sua região.

Participam da Rede do Mestrado Profissional em Filosofia as seguintes universidades:

  • Universidade Federal do Tocantins (UFT)
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
  • Universidade Federal do Piauí (UFPI)
  • Universidade Federal do ABC (UFABC)
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
  • Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT)
  • Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Universidade Federal do Ceará (UFCE)
  • Universidade Federal de Montes Claros (UNIMONTES)
  • Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN)
  • Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR)

Em cada núcleo estão sendo organizadas outras atividades além da aula inaugural da profa. Marilena Chauí. Na Universidade Federal de Tocantins teremos:

Dia 11/04/2017 – Auditório da Reitoria, Bloco IV, às 18h30

Palestra: “Ensino de Filosofia no Brasil: avanços e desafios” – Prof. Dr. Pedro Gontijo (UnB); Mediador: João Paulo Simões Vilas Bôas

Dia 12/04/2017 – Auditório da Reitoria, Bloco IV, às 18h30

Mesa-Redonda:

Mediador: Eduardo Simões Silva

  • “Ensino de Filosofia: uma proposta de politização a partir da Teoria Crítica de Herbert Marcuse” – Prof. Dr. Paulo Sérgio Gomes Soares (UFT).
  • “Tópicos sobre Ensino de Filosofia ciência e tecnologia” – Prof. Me. Leandro Beck Freiberg (UFT).
  • “A Filosofia e a docência: algumas reflexões à luz de Theodor Adorno” – Prof. Dr. Roberto Amaral (UFT).

Transmissão pelo canal do youtube: https://www.youtube.com/user/suportedtiuft/live

Transmissão pelo canal do Youtube: https://www.youtube.com/user/suportedtiuft/live

Conheça mais: Mestrado Profissional em Filosofia

pedro gontijo

Debate sobre Ensino de Filosofia na página da ANPOF

Iniciativa da Associação Nacional de Pós-Graduação em filosofia – ANPOF de criar uma seção no próprio site para publicação de textos curtos discutindo temas atuais possibilito03-COLUNAu a pesquisadores e pesquisadoras  um interessante espaço de debate. Um dos temas que mais ocupou os participantes foi o ensino de filosofia, com publicações que versam desde a não defesa de sua presença na escola até outras que defendem e que apresentam diferentes abordagens sobre como poderia ou deveria ser o Ensino de Filosofia. Lugar rico para encontrar posicionamento de pessoas que estão atuando na formação de professores de filosofia ou nos mestrados e doutorados em filosofia no Brasil. Leia:
http://anpof.org/portal/index.php/pt-BR/comunidade/coluna-anpof

pedro gontijo