Sou pibidianx, não estagiarix (Parte 3) – Vivência e luta de uma pibidiana – Relatos de Experiência 

P.S.: Esse texto está dividido em duas partes, o texto a seguir é a terceira parte.

 Esse texto está dividido em três partes, o tema principal é “Sou pibidianx, não estagiarix”
Primeira parte: Sim  PIBID, não  Residência Pedagógica. Por que
dizer não ao fim do PIBID?
Segunda parte: PIBID NÃO É ESTÁGIO.
Terceira parte: Vivência e luta de uma pibidiana – Relatos de Experiência  

O texto anterior 1:   https://projetopaideia.wordpress.com/2018/02/16/sou-pibidianx-nao-estagiarix-parte-1-sim-pibid-nao-residencia-pedagogica-por-que-dizer-nao-ao-fim-do-pibid/

Texto anterior 2: https://projetopaideia.wordpress.com/2018/02/25/sou-pibidianx-nao-estagiarix-parte-2-pibid-nao-e-estagio/

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Foto: Encontro de PIBID’s da Universidade de Brasília – 12/12/2017

Vivência e luta de uma pibidiana – Relatos de Experiência

 

     Falar sobre docência é difícil, é um assunto único, pois as pessoas precisam entender que não se trata de vocação, afinal nos somos profissionais e estudamos, lutamos e nos especializando para lidar com situações de suma importância, dentro do contexto educacional do nosso país, se possível, até em âmbito mundial.

    O PIBID é um programa que auxilia bastante no desenvolvimento profissional de um estudante de licenciatura, levo como exemplo a minha pessoa, pelo fato de que antes de entrar no projeto, não tinha tanto interesse em fazer pesquisa na área de educação, atualmente, o entusiasmo não me permite desfocar desse  campo em questão. É de fato muito motivador participar do Programa de iniciação à docência, encontrar  os estudantes das escolas participantes do programa dentro da Universidade, nem se fala então, sem contar que  isso é uma grande luta nossa. O PIBID – Sobradinho tinha atividades no período oposto que procurava enfatizar essa importância, não apenas essa escola, mas o Paranoá também, uma escola que trabalha com atividades que buscam garantir o acesso dos estudantes a um espaço acadêmico público, e que é deles por direito.

   É muito complexo colocar na cabeça, que o governo federal tem interesse em dar um fim ao programa. Defendo a continuação do PIBID, pois sei que é muito além para mim pibidiana, mas é  também por uma educação de qualidade, mostrando que os alunos tem toda relevância na construção desse contexto também, pois sem eles não seria possível.

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Foto: Almoço antes do passeio ao cinema – CEM 01 Paranoá

Foram muitas experiências maravilhosas, e que não devem ter um ponto final, mas sim uma continuação, por ser uma grande agregação a formação de futuros professores. O PIBID já me deu sentimentos diversos, é inexplicável o quanto é bom se sentir incluso e satisfeita com o seu trabalho, hoje vejo pelos corredores da UnB alunos do PIBID Paranoá e Taguatinga, me sinto  muito feliz por ver esses estudantes colorindo e enchendo a UnB de vida.

Eu  estive presente em duas escolas; Um ano no Paranoá e seis meses em Taguatinga.  Ambos com muitas experiências e grandes aprendizados. Já presenciei coisas muito tristonhas em ambas,  referentes a fatores sociais, porém no Paranoá era mais agravante, pois tinha alunos de grande vulnerabilidade. Sinto falta de estar lá e prosear com os meninos sobre diversos assuntos relacionados a comunidade, mas achei necessário ver o funcionamento de outra escola, que na pratica é totalmente diferente, é outro mundo e outra experiência, muito boa  a propósito.

Ganhei amigos, conhecimento, experiência e fui muito acolhida.  Do Infozine no Paranoá às conversas do Dia da Consciência Negra em Taguatinga , momentos de grandes sorrisos e também de muitos diálogos, o que gera cada dia que passa mais saudades. Agradeço muito aos coordenadores e supervisores por esses meses, foi de grande relevância para minha formação acadêmica e sem sombra de dúvida para a dos meus colegas também.

 

Vitória Nara – PIBID UnB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sou pibidianx, não estagiarix (Parte 2) – PIBID NÃO É ESTÁGIO

P.S.: Esse texto está dividido em duas partes, o texto a seguir é a segunda.

 Esse texto está dividido em três partes, o tema principal é “Sou pibidianx, não estagiarix”
Primeira parte: Sim  PIBID, não  Residência Pedagógica. Por que
dizer não ao fim do PIBID?
Segunda parte: PIBID NÃO É ESTÁGIO.
Terceira parte: Vivência e luta de uma pibidiana – Relatos de Experiência 

O texto anterior:  https://projetopaideia.wordpress.com/2018/02/16/sou-pibidianx-nao-estagiarix-parte-1-sim-pibid-nao-residencia-pedagogica-por-que-dizer-nao-ao-fim-do-pibid/

Eae, bora para o texto?

PIBID NÃO É ESTÁGIO

 

No texto anterior,  falamos sobre o novo programa do MEC; Residência Pedagógica, que segundo a CAPES tem como proposta, uma cara nova a formação de docentes do nosso país, porém, dando o fim ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação  à Docência, que é um projeto bem sucedido. O governo federal enfatiza questões que podem ser benéficas para o PIBID, entretanto a intenção é a criação de um novo Programa, do qual tem uma proposta mais parecida com estágio, desta forma dando origem a uma inibição da propositura real do PIBID.

Não é fazendo nenhuma critica ao estágio, não a ponto de enfatizar que haja inutilidade no mesmo, pois é evidente que isso seria uma grande falácia, pelo fato de que o estágio auxilia na formação de um docente no decorrer de sua graduação. É de suma importância formar professores na prática também, para que assim esses possam se preparar para o seu futuro profissional e ter conhecimento de como é a vivência de uma escola periférica ou centralizada de sua região.

O estágio consiste em uma matéria curricular, essa que é distribuída de diversas formas, e  varia conforme o desenvolvimento do curso,  muitos alunos fazem por estar na grade e isso influência bastante. Já o PIBID, não é um programa obrigatório, mas sim abrangente, e a exigência é muito além de um simples comparecimento na escola, visualização de  aulas e outros componentes do estágio. É importante ressaltar que ambos são relevantes, porém cada um é desenvolvido da sua maneira. Então não, não são iguais.

O PIBID é um programa que ressalta a construção de uma aprendizagem mútua, é uma construção de aquisição de conhecimento por todas as partes, é muito além de formas professores, mas também de brotar nos estudantes sementes de diversas reflexões sociais, salientando a importância do protagonismo desses jovens e do seu direito a universidade.  Temos o exemplo do INFOZINE e, no Paranoá, que já chegou a participar da feira de ciências municipais e estaduais,  e também do Filo+, que é a exibição de filmes no horário oposto das aulas.

 

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Fotos: Vinícius Silva

 

O estágio pode e deve desenvolver projetos, entretanto a intenção principal do mesmo é formar especificamente docentes e promover um debate sobre a sua vivência na escola, o PIBID promove literalmente uma ponte entre a universidade e as escolas secundaristas, procurando trazer através dos pibidianos melhorias para a escola e também a comunidade.

A intenção maior é enfatizar o que somos, dar cara a tapa a nossa identidade e mostrar dentro do ambiente escolar o que é o PIBID, pois antes de tudo somos pibidianos. Não tem problema nenhum com o termo estagiário, e muito menos com o estágio, entretanto ainda temos que clicar em uma tecla muito forte, a do reconhecimento do programa e por isso seguimos dando ênfase que somos estudantes bolsista do PIBID, estamos na escola muito além por nossa formação profissional, mas também pela motivação que nos é dada no decorrer de todo trabalhado.

Vitória Nara – Ex estagiária do CEM 01 Paranoá e  atual estagiária do CEM 03 de Taguatinga

 

 

PETIÇÃO CONTRA O FIM DO PIBID

Tudo bom, gente?  Abaixo segue um link de suma importância para os futuros docentes e apoiadores de uma educação de qualidade.

O PIBID, é um projeto que busca uma formação de professores humana e efetiva para os estudantes de algumas instituições beneficiadas pelo projeto. Como já sabemos, nos últimos dias tivemos a triste noticia da finalização do Programa de iniciação à Docência, isso logo após mobilizações e diversos relatos de experiências dos nossos pibidianos. Entretanto a luta ainda permanece ardente, dizemos sim a permanência do PIBID e não ao novo programa de Residência do MEC. Abaixo segue o link para a petição e um vídeo amador, que mostra interação dos alunos do PIBID filosofia e dos pibidianos de Música na semana universitária de 2017.

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR104607

 

 

 

Vitória Nara – CEM 03 Taguatinga

A pequena, mas profunda vivência que foi o PIBID para mim

Desde que me projetei a cursar Filosofia na Universidade, foi por e para Licenciatura; o POR, por ter tido professores e professoras no ensino médio de Filosofia que me abriram novas perspectivas de vida, através de debates, diálogos, projetos que me incentivaram e me cativaram a ser uma pessoa mais reflexiva diante a realidade, mais tolerante em meio à diversas pulsões, menos afoito… Mais compreensivo e mais dialogante com os outros, que são outras partes de mim. E se hoje estou na universidade cursando licenciatura em Filosofia é PARA poder cultivar essa sementinha que foi jogada naquelas aulas de filosofia no ensino médio, aquele espaço rico e diverso de trocas de vivências e saberes. O mais trágico foi: quando adentrei a universidade, senti uma distância horrenda entre as aulas de filosofia e a realidade social do nosso país. E de licenciatura, pouco se ouvia falar, quando se ouvia, era: “essas práticas pedagógicas são besteira. Vamos ler, filosofia é ler e apreender conceito”. (Práticas pedagógicas pressupõe 2 créditos dos 6 créditos das matérias obrigatórias do curso). Loucura isso, não? Um curso de licenciatura onde a licenciatura é desvalorizada. Para que serve a filosofia, pensei eu? Para me trancar num gabinete, fazer minha pesquisa isolada de todo o resto do mundo sobre coisas que não se ligam a minha realidade social e, alguns poucos privilegiados lerem aquilo que eu escrevi? Uma soberba hierarquia do saber… E fui levando o curso em frente, com algumas questões pertinentes, mas que quase nunca eram abordadas nas aulas de filosofia… até que o curso foi se tornando para mim um tanto quanto meio amorfo, morto: tantas questões de assombrosa erudição para quê? Eu me perguntava… E ainda me questiono…
Até que tive a oportunidade de integrar o PIBID, que me abriu novas perspectivas para o curso, me religando a origem do que me levou a estar cursando Filosofia: a licenciatura. Nossa, como esse projeto é maravilhoso! Tenho muito a agradecer pelos os aprendizados nos 6 meses e últimos meses do programa, que foi o período em que estive participando do projeto… até o Governo Federal decretar o seu fim _ lamentável! Como o nosso Brasil e futuros professores e professoras vão perder com isso. E não só, como Xs alunXs secundaristas vão perder com isto. Como Xs professorXs já em vigência vão perder o apoio dos pibidianXs em sala de aula, essas trocas maravilhosas entre professorXs, pibidianXs, secundaristas… E além, como a universidade perde uma janela e tanto para vislumbrar a realidade das escolas de ensino médio para enriquecer a formação em licenciatura.
O programa funcionava em duas idas semanais a escola do ensino médio onde o pibidiano era supervisionado pelo professor ou professora da escola, onde acompanhava as suas aulas, projetos, trabalhos e ainda tinha a possibilidade de criar novos projetos em parceria com a professora ou professor que o supervisionava. Além, todas as sextas, havia encontro dos pibidianos das diversas escolas de diversas regiões junto com Xs supervisorXs da universidade para compartilharmos os causos, feitios e histórias de cada escola. Além, havia diversas formações as sextas-feiras com profissionais de diferentes áreas para enriquecer nossas formações. E que formações nos deram: desde a vivência e compartilhamento com educadores em zona de cárcere de menores infratores, ou infratores em conflitos com a lei, como se preferir, a oficina de interdisciplinaridade, de transmídias como apoio para as aulas, de elaboração de oficinas, enfim… e um tanto outras que não pude vivenciar que aconteceram antes de eu adentrar o projeto… Às sextas eram encontros sempre muito produtivos, onde compartilhávamos as nossas vivências nas escolas, onde aprendíamos muito uns com os outros, sobre o que eles estavam fazendo, projetos… sobre metodologias que viam dando certo, outras não… As formações sempre muito ricas e diversas também… Abriam-se horizontes de perspectivas, metodologias, projetos para a docência…
E a partir do PIBID, pude me reconectar com os sentimentos que tive quando era secundarista e me projetava a fazer filosofia na universidade… Um sentimento de inquietação com a realidade presente, um sentimento de incompletude, mas um sentimento de vontade de fazer algo em conjunto, de indagar e questionar nossos juízos e valores sociais, de nos pensar e de nos repensar enquanto seres sociais, sujeitos agentes transformadores do nosso meio, enfim… Voltar a uma sala de aula, esse espaço de infinitas potencialidades e possibilidades no contato com outros seres diversos, me fez ter a certeza e me reafirmar enquanto estudante em formação em licenciatura em Filosofia: eu quero ser professor! Eu quero poder levar a indagação, quero levar o questionamento, as dúvidas, quero semear a esperança, o afeto entre os seres hoje tão esquecida em tempos pra lá de modernos, quero levar o choro, o riso, as lágrimas que umedecerão o chão e farão brotar sementes de coragem para encarar a vida cotidiana… Quero estar presente na sala de aula, e me refazer com os presentes do convívio diário com os outros seres, quero ouvi-los, entende-los, ajuda-los e me ajudar a compreender um pouco mais dessa vida. O PIBID para mim me fez repensar o que é filosofia… aliás, deu um sentido a ela, tão esquecida nos estudos e comentários acadêmicos da vida universitária. O PIBID me ajudou a realizar projetos pessoais com a bolsa que recebia, capacitações técnicas… O PIBID me deu ânimo de querer terminar a graduação em licenciatura em Filosofia. O PIBID me ofereceu conhecimentos únicos que levarei comigo com toda a minha vida, inclusive profissional. Ah, como era bom estar em sala de aula, com os alunos e alunas, compartilhando com eles. Como era bom acompanhar as aulas da professora Jaine, aprender com sua metodologia. Como era bom poder orientar um aluno ou aluna em seus seminários e ver os excelentes resultados. Como era bom ver a disposição daquelas meninas e meninos em aprender, em conhecer, em questionar, na descoberta do novo… E quando decidimos fazer os debates e infozines? Ah, como é bom ver o menino desacreditado se interessando no projeto. Como é bom ver as meninas engajadas por causas feministas… como foi intrigante lidar com causos que não vêm descritos em manuais…. Ah, vida! Agora, nesse instante de instabilidade fortíssimas políticas e sociais, de intervenções militares em vez de intervenções educacionais, de saúde pública, de alimentação, artísticos culturais, ecológicas, de cortes para programas sociais e de mais opressões aos marginalizados pelo sistema, sonhar fica mais difícil. Se não tivesse participado do PIBID, talvez não poderia ter sonhado mais uma vez e me dar ânimo para querer realizar o sonho de ser professor… é uma lástima grande o PIBID estar vindo a ter o seu término. Mais de 70mil bolsistas envolvidos nesse projeto incrível, transformador social de vidas… E o discurso do Governo Federal é que vai vir uma tal de ‘Residência Pedagógica’ para substituir o PIBID. Só em 2019, um tanto quanto muito abstrato. E enquanto isto, desmantelando um programa concreto que vinha dando muito certo… Êta terra Brasilis…
Quero crer, que este não seja um fim… quero crer, ainda, que possamos nos mobilizar todXs Xs envolvidos e envolvidas por esta causa e lutar por ela. Não deixar o PIBID se ir, sem nos fazermos ouvidos! Por isso, avancemos e aproximamos em nossas relações sociais de todos e todas os PIBIDIANOS e PIBIDIANAS e todos e todas que se sensibilizam com o projeto e sabe da sua real importância para um Brasil melhor. Então, além, quero crer que possamos juntXs conseguir realizar esta luta por esse projeto maravilhoso! Não deixemos essa peteca cair, sem ao menos tentar mais uma vez pôr a peteca pro ar! Pros ares de esperança, para os ares de coragem, para os ares de luta!

Igor Machado, aluno do FIL-UnB (graduando em Licenciatura), pibidiano. 18/02/2018

Sou pibidianx, não estagiarix (Parte 1) – Sim PIBID, não Residência Pedagógica. Por que dizer não ao fim do PIBID?

    No final de 2017, foi anunciado pelo Ministério da Educação a Residência Pedagógica, novo programa para a formação de professores. Esse mesmo projeto coloca em cheque outro programa já existente, e que é motivo de debate deste blog e do próprio texto, explicitado neste exato momento: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, mais conhecido como PIBID.  Infelizmente, o governo federal já anunciou os cortes das bolsas, entretanto ainda permanecemos na luta de uma educação de qualidade para todas e todos.

   De acordo com a fundação CAPES, o novo programa de Residência Pedagógica, irá ampliar o número de vagas disponíveis para formação de professores, pois a maior crítica, referente ao PIBID, é pelo seu caráter restritivo.  A intenção é oferecer 80 mil vagas em 2018, podendo ter alunos voluntários, coisa inviável no PIBID- UnB  . Porém o questionamento maior, isso, além do pedagógico, seria a precarização pelo repasse de recursos por parte do governo federal. Se diante de tantos cortes a probabilidade de bolsas são essas, o que nos resta diante de tal afirmação? Aguardar e acreditar que perante tantos buracos, o nosso contexto educacional será esse? A resposta já é conhecida, o nosso meio acadêmico não espera e não aceita retrocessos, queremos caminhar para frente e com a garantia de melhorias para a Universidade, Professores, Comunidade, estudantes universitários e secundaritas.

   Abaixo teremos um gráfico, da própria CAPES que mostra o número de Pibidianos, acrescentando também o PIBID diversividade. O número de bolsistas ao todo é de 72.845, é menor que 80 mil vagas, porém dentro do nosso contexto de mudanças radicais no âmbito educacional, apenas nos restas dúvidas e questionamentos sobre como proceder diante de um programa de Residência Pedagógica, esse que trabalha de uma forma como estágio e não como pibid, duas coisas completamente diferentes.

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Se a intenção é tornar mais acessível a formação, logo o PIBID  que é um programa muito bem sucedido, não se tem motivos para fazer uma mudança tão radical e criar um novo programa, um menos humanizado e mais metódico, apresentando desde sua criação um caráter de tampar buracos. Já sabemos que as coisas funcionam muito mais em baixo, e por esse motivo, isso apenas iria precarizar mais a formação de docentes, convenhamos, já não basta a graduação, essa sim precisa de uma repaginada quando o assunto é licenciatura.  Não se deve negar que o PIBID tem que ampliar o número de bolsas, pois isso é inegável, porém não se há motivos benéficos  para a criação de outro projeto com essa desculpa. O PIBID já tem as paredes solidas, por que não tentar melhorar o mesmo?

A prática é sem sombra de dúvida importante, não estamos para dar ênfase ao que já é óbvio, todavia que isso é o que o próprio Governo Federal está fazendo ao defender um projeto que enfatiza a importância de certos critérios que podem aperfeiçoar o programa de iniciação a docência, porém a intenção é fazer do estágio um elemento de trabalho árduo de tapa buraco governamental, e já possuímos ciência que a proposta pedagógica de tais matérias é ensinar e garantir a vivência, não tornar o estagiário ou pibidiano um professor.

Os pibidianos se cansaram de ameaças, todo semestre era sempre a mesma dúvida: É o fim ou não? Poi bem, já sabemos que a intenção não é gerar professores com o olhar mais humano, e é sim, colocar  estudantes em escolas na intenção de uma “chamada modernização do Pibid por meio do Programa Nacional de Residência Pedagógica”, o que gera a perca de uma essência do Programa de Iniciação à Docência, que tem muitas histórias e sorrisos na sua construção, mas infelizmente isso é o de menos para o nosso governo, que é o mesmo que permite a perambulação de projetos como Escola sem Partido e a Reforma do Ensino Médio.

O PIBID testá ligado a um incentivo à formação de professores no ensino superior, o seu fim se deve por motivos mínimos, o governo federal quer dar cara nova ao que já existe, e isso não faz nenhum sentido, pois já temos a existência de um programa que busca muito além de formação de professores, mas também da geração de esperança na vida de alunos periféricos.

Os bolsistas criam outros projetos dentro do próprio programa, assim ampliam a visão de jovens secundaristas e os fazem acreditar que podem chegar em um espaço de vivência universitária também. A intenção é muito além de formar professores, e o PIBID salienta isso explicitamente. No fim de tudo somos uma grande ameaça e o presente ainda mais vivo da educação de nosso país,  a Residência Pedagógica mostra a importância de formar professores, porém não dar importância a influência desses bolsistas para os secundaristas e nem para a comunidade escolar.

Por isso seguimos na luta contra o fim do PIBID, defendemos a formação plena de professores, também destacamos que não se tem motivos plausíveis para o fim do prpgrama, e acrescentamos que o governo federal deixará diversas escolas sem a contribuição e continuação de projetos que mudaram vidas e auxiliaram na entrada de jovens secundaristas no ensino superior. A questão não é unicamente formação de professores, a proposta é muito além, e o PIBID é muito além, pois o programa tem a atitude de mostrar que não é pisar em uma escola por 400 reais, é pisar em uma escola e fazer diferença para todos, coisa que, infelizmente, um estagiário não concretiza,  e também não sabemos se a Residência Pedagógica assim fará.

 

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Foto: Visita dos Alunos do CEM 03 de  Taguatinga à Unb

Texto: Vitória Nara – Ex pibidiana do CEM 01 Paranoá e atual
pibidiana do  CEM 03 de  Taguatinga

 

P.S.: Para o texto não ficar longo, foi feita uma divisão. Esse texto está dividido em três partes, o tema principal é “Sou pibidianx, não estagiarix”, esse nome será  esclarecido na segunda parte.

Primeira parte: Sim  PIBID, não  Residência Pedagógica. Por que
dizer não ao fim do PIBID?
Segunda parte: PIBID NÃO É ESTÁGIO.
Terceira parte: Vivência e luta de uma pibidiana – Relatos de Experiência 

 

  BIBLIOGRAFIA 

http://www.capes.gov.br/educacao-basica/capespibid/relatorios-e-dados

http://www.capes.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/8684-residencia-pedagogica-quer-universalizar-a-iniciacao-a-docencia

Nota do FORPIBID:   https://lookaside.fbsbx.com/file/Informe%2003%2018.pdf?token=AWwAR_pn5uBsEWzs-FugPvqj15g16fD0x7IExolD07GJ_Ev2n20BLdSqCChffdDz_z22P3NcQLKOZ1yotg0glSRItFTOYhOjLSS75wtpSoqQkoBaZAqfAKyP4p6_KaRHlt6_qHt1Qye6_OAwmlABK83JjmJf-9VPV8YqfKFXZwjTw

 

 

A experiência no PIBID

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) possibilitou a imersão no que é o universo da educação. Acompanhar e participar do cotidiano de uma escola ao lado de um professor e seus alunos proporcionou novas questões acerca do que é educação, o que é filosofia, o que é ser um professor, o que é ser um aluno, tipos de avaliação.

Se reunir para discutir, refletir e trocar experiência nas reuniões de sexta era um ponto guia dentro dessa vivência. As palestras e temáticas abordados ao longo do semestre nas reuniões com educadores de outras áreas e também da filosofia foram ótimas para enxergar outras perspectivas de uma mesma questão. Toda experiência e conhecimento adquiridos tornaram possível adquirir um repertório maior para lidar com as contingências em sala de aula.

Fico muito satisfeito que ao longo dessa experiência obtive uma visão mais panorâmica acerca do papel da filosofia no ensino médio, pensei metodologias e possíveis soluções para determinadas questões.

Luciano Gonçalves De Sousa, PIBID Sobradinho

Relato de experiências II

Para deixar registrado também outros eventos em que trabalhamos com formas inusitadas de exposição (modelos de oficinas), cito o texto de Benedetta Bisol e Gigliola Mendes:

Sobretudo o trabalho de [Silvio] Gallo já tinha sido utilizado como base teórica em outras oficinas desenhadas por Priscila Rufinoni e Pedro Gontijo para o seminário do PIBID UnB, em 2016, quando elaborou-se conjuntamente com os estudantes uma oficina sobre a noção de Ideologia, na qual o conceito (ou conceitos) de ideologia foram apresentados a partir de uma coletânea de materiais diversos tais como textos filosóficos conflitantes (textos de autores políticos, como Michael Löwy, de autores da teoria da ciência, como Rudolf Carnap), tirinhas e cartuns da mídia cotidiana, textos sobre a Escola sem partido, letras de música etc. A abertura da oficina, interpretando a etapa de sensibilização proposta por Gallo, foi um vídeo produzido pela aluna Michelly Teixeira, com colagens de cenas sobre os vários eixos em que a ideologia se manifesta, como a política, a ciência, a etnia, o gênero, a educação e a violência social, eixos anteriormente discutidos em grupo com os estudantes. Mas o vídeo foi apresentado sem, entretanto, explicitar a relação entre as imagens, os eixos temáticos e o conceito central norteador. Também como elemento sensibilizador, expusemos cartazes com títulos de livros, feitos pelas estudantes Maria Clara R. Rocha e Iasmin Leiros S. da Silva. Por fim, a oficina foi conduzida pelas alunas Paula Calazães, Nájila Mota e Núbia Nunes Batista e oferecida aos demais estudantes de PIBID de outras áreas. A ideia era recuperar a espessura tensa do conceito, em suas múltiplas vertentes e atuações, da mais conceitual àquela de uso comum, para, por fim, reconstruir o conceito, “ideologia”, como algo vivo, complexo, ativo. Trata-se, evidentemente, de uma reinterpretação da oficina de conceito proposta por Gallo. (BISOL, MENDES, 2017)

 

Em seguida, o artigo comenta a oficina que o PIBID FIL UnB produziu, em colaboração com as autoras, para a 45a Semana de Filosofia sobre a Reforma protestante, “Mulheres e religião”, com os participantes da escola do Paranoá.

Para quem quiser ler o relato completo das oficinas:

BISOL, Benedetta; MENDES, Gigliola. “Mulheres, mestres de tolerância?” Anotações sobre o papel da filosofia na formação e sobre a prática filosófica coletiva”. In: Pólemos, vol 6, n. 11, jan-jul 2017.

http://periodicos.unb.br/index.php/polemos/article/view/27206/19216