Breves Considerações Acerca do Livro Didático em Sala

Nota

Breves Considerações Acerca do Livro Didático em Sala de Aula

A discussão acerca do livro didático no ensino de filosofia é seguramente um dos tabus mais longos da docência, a validade e a pertinência de tal ferramenta parece estar  ligada ao campo do ideal onde o livro oscila entre o reconhecimento de um instrumento chave no dia – dia de sala de aula e por outro lado no total desprezo pelo uso do livro didático no ensino.

Parte de minha tentativa é mostrar a pertinência do livro didático na lógica da docência, não como o centro e última alternativa do professor em relação aos conteúdos a serem expostos, mais  como uma espécie de ferramenta, que se bem usada pode tornar a experiência dos alunos com a filosofia bem mais agradável, um dos argumentos mais comuns usados para rejeitar o livro didático está em sua aparente superficialidade, algo imconpatível com o ensino da filosofia, no entanto, talvez o problema não resida apenas no livro didático em si (não nego que existam livros que infelizmente são impossíveis de trabalhar devido ao grande número de erros) mais na forma como são usados, um bom exempo é o uso excessivo do livro em todas as ocasiões possiveis ( provas, trabalhos, discussões), prendendo o professor e os alunos em apenas uma visão do conteúdo, no caso a visão do autor do livro, outro problema comum é a incompletude dos conteúdos que figuram nos livros tornando o  estudo individual do aluno pobre, pois sua principal referência está imconpleta.

Minha pouca experiência na docência através do PIBID me permitiu identificar em várias ocasiões a multiplicidade de atitudes que o livro didático suscita em sala de aula para o bem e para o mal, vou portanto analisar brevemente dois livros com que eu me deparei e ainda uso dentro de sala de aula, um deles é o Filosofando das autoras Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, livro com o qual eu trabalhei no ano passado no Centro de Ensino Médio 02 do Gama e que continuei a trabalhar agora no Centro de Ensino Médio 03 de Taguatinga, o outro livro eu tive acesso a pouco tempo, no entanto, eu o inseri na bibliografia de textos que uso em sala de aula por motivos que explicarei a seguir, livro este que é a Antologia de Textos Filosóficos criado pela Secretaria de Educação do Estado do Paraná em parceria com diversos pesquisadores, e que foi adotado pelo Paraná como opção aos livros didáticos escolhidos pela comição do PNLD para o período 2012 – 2014.

Primeiramente o livro Filosofando, confesso que quando vi a necessidade  de trabalhar com o livro didático eu me fiz todos os questionamentos que a maioria dos professores fazem em relação a sua real importância em sala de aula, a primeira questão que surgiu é que eu teria que adequar minhas aulas não apenas ao conteúdo mínimo proposto pela secretaria de educação, mais também fazer uma espécie de ginástica para  trabalhar de forma equilibrada com a visão do(as) autor(es), que nem sempre é compatível a minha, tal questão não é trivial pois o aluno que se utiliza do livro para estudar em casa ou como referência para seus trabalhos acaba ficando a mercê de uma  interpretação que é a do autor(es) e não propriamente dos filósofos com os quais eles têm contato em sala de aula, esse processo se não tratado de forma adequada pode causar uma  reação hostil dos alunos em relação a determinados temas tratados na obra, outra questão consiste em ficar preso ao conteúdo ministrado do livro por considerá-lo a unica forma de estudo de que os alunos dispõem.

O livro foi pensado para ser usado durante os três anos do ensino médio, com uma abordagem que ocila entre o conceitual ( ética, política, etc) e a história da filosofia, um dos diferenciais do Filosofanto está na sua relação com outras disciplinas, com uma das autoras formada em artes o livro se utiliza de exemplos da história da arte para complementar as explicações dos textos, não identifiquei nenhuma associação que fosse obscura nas relações entre filosofia e arte feita pelas autoras, a interdiciplinaridade presente no livro dá a oportunidade aos alunos de identificar o alcance da filosofia em outras áreas do conhecimento.

O ponto positivo desse tipo de abordagem é que dentro do contexto de avaliações de aprendizagem como o PAS, ENEM e Provas de Vestibular é bastante usual encontrar a mesma estrutura, colocar os alunos em contato com essse tipo de abordagem permite com que eles se familiarizem precocemente com essas formas de avaliação.

Outro ponto interessante quanto ao livro é o espaço dado a autores menos conhecidos, autores que mesmo nos departamentos de filosofia são pouco estudados, como os filósofos Paul Ricoeur e Willhem Reich que têm tópicos relevantes na estrutura interna do livro, mesmo filósofos brasileiros como Newton da Costa têm espaço nos tópicos tratados.

O segundo livro é a Antologia de Textos Filosóficos da secretaria de educação do estado do Paraná, diferentemente de um livro didático tradicional a antologia se estrutura nas traduções de textos clássicos da história da filosofia, sem um texto principal estrturado em tópicos temáticos ou na história da filosofia, ao invés disso os os textos são seguidos de uma breve introdução sobre a vida e obra dos filósofos, considero a forma em que a antologia está organizada um dos pontos mais positivos do livro, pois proporciona para alunos e professores um contato maior com os escritos filósoficos, sem um texto principal acredito que o professor têm uma autonomia maior para tratar das matérias de forma que bem entender, a antologia é uma iniciativa bem vinda, pois, de forma inédita proporciona um contato maior do aluno com textos clássicos, suprindo uma deficiência das escolas públicas brasileiras que é a falta de livros de filosofia nas bibliotecas.

Para concluir gostaria de dizer que o uso do livro didático nas aulas de filosofia é sempre bem vindo, respeitando é claro a autonomia do professor quanto a forma com que os conteúdos são ministrados, didáticas o diferencial de uma boa aula reside sempre no professor, pois o contato interpessoal e a relação professor – alunos é a base para uma educação humanista e de qualidade.

Link para Antologia de Textos:http://goo.gl/3Bwo6

Ewerton Vidal Gonçalves

Como conseguir o interesse dos alunos?

Umas das coisas mais difíceis, não só no ensino de filosofia, mas no ensino em geral é conseguir atenção do aluno para quilo que se está tentando ensinar. Como parte deste projeto, temos que pensar em formas de atrair o público para o que tentamos ensinar.

Assim como no post de minha colega Jéssica, onde ela usa a estratégia do Aprender Brincando, eu junto com outros colegas tentei alcançar esse objetivo mais através de programas de rádio (PODCASTS) e vídeos para a internet. Um auxílio extraclasse aos alunos que pretendem fazer o PAS e Vestibular.

Essa é uma tendência muito atual e muito particular, os vídeos e Podcasts hoje têm milhões de espectadores e ouvintes e essas plataformas de comunicação cada vez mais têm atraído mais pessoas, em particular os jovens. Então, por que não tentar usar isso como uma forma de ensino da filosofia?

Com foco nas obras do PAS, temos como objetivos produzir ao menos um Podcast por mês, discutindo obras do PAS ligadas à filosofia. Vídeos serão produzidos também, mas de forma mais esporádica. Tem sido bem interessante produzir tais objetos de ensino, apesar do grande desprendimento de tempo para realizarmos. É muito bom saber a opnião de seus colegas sobre esse assuntos e textos que eventualmente terei que falar em sala de aula.

Abaixo, o link do nosso primeiro vídeo e podcast, onde apresentamos o PAS, falamos de nossa experiência e demos dicas para quem pretende fazer essa prova:

Vídeo e Podcast Sobre o PAS

 

Por Marcos Rodrigues

 

 

 

Caderno de Atividades

Dando termo a um longo período de inatividade virtual do  projeto venho socializar o fruto do trabalho do primeiro período de atividade doprojeto. A publicação, intitulada Caderno de Atividades, foi resultado de uma compilação dos materiais produzidos ao longo do trabalho no CED 02 DE SOBRADINHO, em especial pelos bolsistas Milton Neto e Loryne Viana, com algumas colaborações de Jéssica Arrelaro. Entre outros trabalhos o caderno reune:

  • Planos de Aula Executados;
  • Análise-Diagnóstica da Escola;
  • Relato de Atividades Gerais;
  • Materiais didáticos Desenvolvidos;
  • Reflexões sobre práticas;
  • Relatório de atividades desenvolvidas;
  • Registros fotográticos das atividades.

Fruto de um trabalho constante de documentação e registro, o caderno pretende tornar pública as intervenções realizadas em nome do projeto e trazer relatos do desenvolvimento das atividades de forma geral na escola.

Está disponível para download neste link.

Por: Loryne Viana

O espaço de um debate

Organizar um debate entre alunos de ensino médio pode ser qualificado como um dos métodos mais diretos para obter a participação efetiva dos alunos durante as aulas, logicamente essa é uma estratégia (assim como todas as outras) que possui suas dificuldades e desafios, mas nada que diminua o mérito e os retornos positivos que podemos alcançar através dela. Foi justamente com esse pensamento que iniciei minha participação no PIBID, então, frente à primeira oportunidade que me foi dada organizei um debate entre os alunos no primeiro ano do ensino médio.
O tema do debate – eutanásia – não poderia ser algo mais controverso, não somente em sala de aula, mas também em nossa sociedade de modo geral, porém esse não se apresentou como o grande desafio que eu esperava. O maior problema ao organizar algo como um debate entre alunos desse nível escolar é a sua falta de experiência em espaços como esse, havia alunos que se quer sabiam como se portar durante um debate, não respeitando regras simples como deixar o adversário falar ou mesmo respeitá-lo. Quanto a esse problema não existe outro remédio além da paciência e da noção que o aprendizado não vem de modo instantâneo, assim, devemos claramente expor as regras, tentar adequá-las a realidade, observar o resultado e, por fim, fazer todo o processo novamente. Tendo superado esse problema inicial, o objetivo agora seria nos centrar no debate propriamente dito, deixando que os alunos colocassem seus argumentos, mostrando assim a solidez de suas posições. Porém, surge aqui outro problema, mas que acredito que frente ao problema inicial se torna um pouco menos urgente: a coerência e solidez dos argumentos. Porém esse não é um problema exclusivo dos alunos desse nível escolar, encontramos o mesmo problema mesmo entre os mais brilhantes acadêmicos, assim acredito que talvez devêssemos ser um pouco mais complacentes com esse defeito, dando mais atenção a postura e ao interesse dos alunos.
Os resultados desse debate não foram os mesmos que eu esperava inicialmente, acredito que nunca poderiam ser. Talvez isso tenha acontecido não por erro dos alunos, mas sim por imaturidade minha, colocando demasiada esperança nos resultados. Entretanto, isso de modo algum retira a validade dessa estratégia, por mais que os resultados efetivos tenham sido diferente do esperado, ainda assim foram extremamente ricos, fazendo com que mesmo os alunos se interessassem mais pelo assunto e, para a minha surpresa, surgindo deles próprios a vontade de realizar um novo debate.

Por: João Paullo Uchoa

Filosofia e Becos sem saída: Esboçando Alternativas

Muitos de nós, envolvidos com prática docente em filosofia, já deve ter percebido que com freqüência tomam lugar na aula de filosofia acalorados debates sobre questões polêmicas. Até faz parte de uma das gastas imagens de filosofia que encontramos na escola: é aquela área em que não há consenso. Pode ser verdade que na filosofia temos muitas disputas, mas isso também é verdade para a maioria das áreas do conhecimento tidas como sólidas, como a física, a matemática, entre outras… Outra questão é porque aspectos morais sempre encontram uma forma de entrar nos debates de filosofia que ocorrem na sala de aula.

Como, por exemplo, tratar o tema do aborto, da morte, da legalização das drogas, da existência de deus, da homossexualidade sem causar comoção tão forte que polarize a discussão entre certo e errado? Estes assuntos rondam as prática docentes principalmente pelo caráter afetivo do ambiente escolar, que lida com o intervalo de emoções entre a obrigatoriedade da presença na escola e ao mesmo tempo com uma dinâmica de relações intensas e a longo prazo. Muitas vezes é durante a adolescência um período em que não só os adolescentes se embrenham numa busca pela auto-afirmarção, como também estão fragilizados pela imposição das responsabilidades da vida adulta.

A subjetividades de experiências cujo encontro se dá na sala de aula deixa entrar também preconceitos de todos os tipos. Cabe ao docente saber lidar com eles para que possa cumprir seu papel de proteger aquele espaço público, a sala de aula, de qualquer tipo de violência, conseguindo assim contornar as situações como agente público que é, seja atuante em escola privada, seja em escola pública.Escola que, diga-se de passagem, também tem um caráter institucional que por sua vez também carrega preceitos similares de proteção e não-violência.

O professor tem a obrigação de intervir para reverter a situação ou pelo menos problematizar falas preconceituosas. Mas sair do ciclo vicioso que se forma quando estes assuntos vêm à tona é difícil. Difícil e delicado. O procedimento adequado será aquele que chamar à luz do debate a separação entre crenças que sustentamos indiscriminadamente e a dinâmica de argumentos sustentáveis. O professor deve, nesse sentido, lembrar aos alunos que o ponto da discussão é mais sutil: não é uma mera opinião que se deve expressar, mas sim, pensar como nossos argumentos e opiniões podem se confrontar, ser proferidos, e sustentar-se contra outros argumentos de forma válida. Afinal, acredito que a maioria de nós esteja disposto a concordar quanto digo que filosofia não é questão de opinião.

Entretanto, esse exercício é difícil, tanto professor deve estar preparado para lidar com isso quanto sua formação deve lhe oferecer minimamente preparo para tal, é sobretudo para um grupo de alunos que não tenha sido minimamente treinado para tal. Não é um “treino” leviano de deixar para traz crenças, constitutivas de nossa experiência e subjetividade, mas sim de lembrar-se em que consiste a prática filosófica. Esta prática comunicativa, que deve despir pessoas de meras opiniões deve ser exercitada gradualmente, de discussões menos polêmicas, nas quais seja mais fácil conduzir um debate sem tocar pontos inflamáveis, e paulatinamente a turma compreenderá o modo pelo qual a filosofia opera, alcançando minimamente um ambiente de discussão não polarizada, que possa ser livre para ser crítica, inclusive consigo mesma.

Por: Loryne Viana

Construção de Perfil de Alunos – CED 02 Sobradinho – Questionário

 Algo sobre o qual infelizmente pouco foi falado aqui no Blog é como foi nosso primeiro contato com a escola, quais foram as primeiras atividades, como procedemos e outras experiências que tivemos.

Na consecução dos objetivos mais amplos listados abaixo:

Participação no planejamento das aulas de filosofia
Elaboração de textos didáticos para o ensino de filosofia
Construção de materiais didáticos para o ensino de filosofia
Participação nos processos de avaliação de aprendizagem
Execução de atividades diversas ligadas a Filosofia.

Estavam programas as seguintes ações:

- Interação com professora, escola, direção e alunos e identificação das necessidades conforme a realidade dos alunos e IDEB.
– Levantamento da estrutura física, tecnologia e de materiais didáticos e potenciais espaços que contribuam para a Filosofia.
– Produção e desenvolvimento de ações de ensino de Filosofia através de literatura, cinema e outras expressões no campo das artes.
– Produção e desenvolvimento de ações que buscam a interdisciplinaridade com as disciplinas das ciências da natureza.

Quanto às atividades de levantamento de estrutura física, necessidades dos alunos e definição de estratégias de atuação e  visando maior eficiência,  o grupo de Sobradinho planejou um recuso mas objetivo que pudesse levantar alguns dados relevantes para nossa prática, principalmente no que se refere à diagnose dos alunos. Escolhemos fazê-lo através da aplicação de um questionário.

A elaboração do questionário atendeu as reivindicações de todos integrantes do grupo de Sobradinho, tendo sido concebido em conjunto. Fruto de inúmeras discussões, teve como corolário traçar um perfil dos alunos que a escola atende.

O objetivo do questionário era complementar a fase de reconhecimento da escola, visando suprir carências das primeiras semanas de observação referentes à dinâmica das turmas, interação, participação, disponibilidade para a leitura, facilidade ou dificuldade para tarefas em grupo, estratégias pedagógicas, materiais didáticos e tempo de concentração.

A ideia era coletar informações relevantes que nos desse algumas pistas sobre as preferências dos alunos que pudessem ser transformadas em  ações na escola. O levantamento foi feito em todas as turmas que o grupo atendia. Foram feitas perguntas que abrangiam tanto interesses pessoais do aluno como seus objetivos no ensino médio e preferências quanto à metodologia de aula.

Apesar de possuir etapas extremamente trabalhosas,  como por exemplo, contagem e levantamento geral e individual (de cada turma) de dados, o questionário permitiu uma avaliação da situação dos alunos de forma mais objetiva.

Os resultados foram usados tanto para desenvolver estratégias gerais de atuação na escola como também em alguns casos personalizar as intervenções que fazíamos em cada turma. Um exemplo é o trabalho feito na Mostra Pedagógica da Escola, na qual cada turma deveria, sob a orientação de um professor supervisor, desenvolver uma atividade para expor ao restante da escola.

No caso da turma 2ºD, que trabalhou sob a orientação dos bolsistas Loryne Viana  e Milton Neto, os resultados do questionário em conjunto com a diagnose feita na observação, orientaram para a possibilidade de diálogo e construção de proposta de atividade, com participação mais proativa dos alunos. A oficina foi relatada aqui e aqui, por meio de relatos, vídeo e imagens.

A proposta de dividir os resultados no Blog se baseia na possibilidade de compartilhar a estratégia adotada para fim determinado e comentar rapidamente as vantagens e dificuldades da experiência.

Abaixo, os resultados, já em gráfico:

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Por: Loryne Viana

Oficina de Sensação e Percepção – Orientação, Planejamento e Execução

No dia 18 de novembro ocorreu no CED 02 Sobradinho a Mostra Pedagógica, atividade pensada pelos professores da escola. A proposta da atividade é algo parecido com uma feira de ciências. A professora Carmen Gerardi permitiu que os seus orientados do PIBID – FIL organizassem o trabalho de uma turma.

Apesar de uma certa liberdade concedida aos alunos, a maioria das atividades da mostra foram executadas de maneira tradicional, com um “stand” expositivo. Mas, entre outras poucas turmas, o 2º D fez algo diferente. Sob a orientação dos Bolsistas Loryne Viana e Milton Neto, a atividade elaborada por eles foi uma oficina de percepção, que consistia em mexer com os sentidos.

Na primeira parte da oficina os visitantes deveriam ficar vendados enquanto um texto dramático seria lido, com o acompanhamento de sons pré-gravados que simulariam barulhos como o cair da chuva, gritos, passos no assoalho, etc. Na segunda parte os sentidos trabalhados seriam a visão e o tato. Foram exibidas imagens que tendem a confundir a percepção das pessoas e em seguida os visitantes tentariam adivinhar o que havia dentro de caixas, através de orifícios, ficando a cargo somente do tato o trabalho de perceber o que esta diante de si.

Recurso visual utilizado na oficina de visão

A terceira parte foi o aprofundamento teórico, responsabilidade delegada há um grupo de aproximadamente 10 alunos. Com uma apresentação de correntes filosóficas que tratam da percepção como Fenomenologia, Racionalismo e Empirismo.

Dividir a atividade em três partes foi decisão dos alunos. Isso os obrigou a se organizaram em cinco grupos diferentes, para que o trabalho ficasse mais fácil ou realizável. As negociações abriram espaço para que os bolsistas desenvolvessem laços mais estreitos com esta turma em particular, já que os mesmos mediaram essa divisão. A atividade foi bastante proveitosa do ponto de vista da construção de uma relação em longo prazo com a turma.

Para quem acompanhou o trabalho pode notar a interação dos grupos, algo inesperado pelos próprios orientadores. Os alunos com a mediação dos orientadores conversaram entre si o que fez com que o trabalho como todo ficasse mais integrado e coeso.

A resposta do público foi muito boa, em conversas com os que visitavam a oficina pode se perceber que a atividade foi no mínimo interessante. Os avaliadores também perceberam a qualidade da produção, apesar de algumas dificuldades técnicas, a apresentação foi objeto de elogios.

Por: Milton Neto

Mostra Pedagógica CEduc 02 Sobradinho

            Nessa sexta-feira (18/11) o Centro Educacional 02 de sobradinho parou com suas atividades regulares e realizou sua Mostra Pedagógica anual (tendo dois dias destinados a essa atividade: 17/11 e 18/11). Essa mostra foi realizada por todo o ensino médio da instituição, sendo que, cada turma ficou responsável por um tema e teve um coordenador para auxiliar no desenvolvimento do trabalho; a oficina contemplada nesse relato foi a de ‘Sensação e Percepção’ desenvolvida pelos alunos da 2º série turma “D”.

            O tema dessa turma foi baseado nas aulas ministradas durante o 4° bimestre, a proposta foi de trabalhar com o conteúdo aprendido através de uma experiência interativa com os participantes (ouvintes) da mostra, fazendo com que estes pudessem refletir sobre o tema (através de um aprofundamento teórico e prático).

            Foram destinadas a essa turma duas salas de aula que foram devidamente ambientadas de acordo com a proposta do tema, sendo a primeira uma sala destinada à experiência auditiva – na qual os alunos vendavam os olhos dos participantes e simulavam sons da história contada – já a segunda sala foi dividida em três partes: experiência visual (os alunos trabalharam com slides de obras), experiência tátil (através de uma caixa, elaborada pelos alunos) e aprofundamento teórico. Ao final dessas duas etapas os ouvintes, durante a saída da sala, receberam um folder informativo – clique para download – (explicando a proposta do grupo, assim como, um breve resumo do conteúdo pertinente ao tema).

            Posso afirmar o quanto foi gratificante notar a interação dos alunos com o tema do trabalho, assim como, seu trabalho em equipe – reflexo de uma boa orientação.

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Por: Jéssica Arrelaro

Links para Folder e Imagens: Loryne Viana

Oficina de Obras do PAS – 2° ANO CED 02 em Sobradinho

Terça – feira (25/10) ocorreu a segunda das três oficinas de obras do PAS promovidas pelo Cespe – Fórum Permanente dos Estudantes, em ação conjunta com o Pibid-FIL-UnB  – tendo como colaboradores diretos os bolsistas: Jéssica Arrelaro, Loryne Viana e Marcos Rodrigues (bolsista da escola do gama), além dos nossos bolsistas contamos também com a equipe de alunos de filosofia que estão cursando o Estágio 1, sob a coordenação do Prof. Rogério Basali.

Essa segunda oficina contemplou os alunos do 2º EM do CED 02, a proposta principal foi aproximá-los das leituras filosóficas obrigatórias para o PAS de maneira mais dinâmica e intertextual, além de solucionar algumas dúvidas dos estudantes referentes ao Programa de Avaliação Seriada e corrigir questões de filosofia presentes nas provas do subprograma de 2009.

Com o intuito de enriquecer o diálogo entre os alunos e os mediadores foram selecionados trechos centrais das obras: Ensaio acerca do Entendimento Humano (John Locke) e Cândido (Voltaire), essas obras foram contrastadas com uma síntese do pensamento de Descartes e de Leibniz – para facilitar o conhecimento dos alunos.

Mais uma vez, procuramos mostrar a esses alunos que adentrar uma universidade pública é uma realidade.

Realização:

 

e

 

Por: Jéssica Arrelaro

Centro Educacional 02 de Sobradinho – Apresentação da Escola

Abrindo o ciclo de postagens sobre as experiências escolares, nosso grupo decidiu fazer uma apresentação de sua escola. O Centro Educacional 02 de Sobradinho localiza-se em uma área central e de fácil acesso na cidade, o que a torna uma escola plural, que acolhe alunos de todas idades e níveis. Recebe alunos dos níveis fundamental, médio e da EJA.

O nosso trabalho na escola acontece pela manhã sob a supervisão da professora Carmen Lúcia. Ao todo acompanhamos os trabalhos em 12 turmas de ensino médio. Na escola comparecemos sempre as segundas e quartas ou às terças e quintas.

Estamos trabalhando no levantamento de um perfil destas turmas com auxílio dos resultados de um questionário. Estes resultados ajudarão a nortear nossas propostas de intervenção e planejamento e atividades que se adequem às expectativas dos alunos.

Entre outras coisas que procuramos detectar, perguntamos sobre as preferências dos alunos com relação ao tipo de aula, à área do conhecimento e demais disciplinas com quais eles possuem afinidade, além de traçar um perfil de seus objetivos e perspectivas com relação ao ensino médio.

As intervenções já começaram, por 3 vezes com as turmas de segunda, quarta e sexta, os bolsistas Loryne Viana e Milton Neto ministraram aulas integralmente. As intervenções ocorridas sob a responsabilidade dos bolsistas de terça e quinta em breve provavelmente serão objeto de uma postagem aqui no blog.


Por agora e em ação conjunta com a integrante Jéssica Arrelaro, foi sugerida a elaboração de um texto que atendesse à demanda de compartilhar impressões sobre a dinâmica que a professora vem desenvolvendo nas turmas, com ênfase na interação da turma, participação, disponibilidade para a leitura, facilidade ou dificuldade para tarefas em grupo, estratégias pedagógica que a professora utiliza no desenvolvimento das aulas (e a relação da turma com estas), relação da turma com os materiais didáticos, tempo de concentração da turma e outros elementos que achasse relevantes para uma familiarização inicial com a turma.

Em resposta, nossa bolsista imediata e cordialmente elaborou o texto abaixo, que traz elementos subjetivos e analíticos sobre a sua experiência na escola:

“As expectativas como graduanda e futura licenciada foram grandes ao adentrar pela primeira vez numa instituição docente assumindo outro papel além de aluna, mesmo que, nas primeiras semanas tenha ficado somente observando e tentando desenvolver um contato com as turmas.
Inicialmente foi necessário “despir-me” das minhas vivências como aluna de um outro tipo de instituição e adaptar-me à realidade vigente do CED 02, buscando entender as limitações e a metodologia do corpo docente. O que às vezes parece fácil, embora não o seja.
As primeiras impressões sobre as dinâmicas propostas não atenderam, de fato, ao que eu esperava, pois, a ementa desenvolvida pela professora de filosofia Carmen pareceu-me muito interessante, no entanto, almejava um maior comprometimento das turmas com a disciplina. As apresentações de seminários revelaram algumas dificuldades dos alunos do ensino médio (1°, 2º e 3º) sendo as mais evidentes: Dificuldades de linearidade argumentativa, linguagem e postura.
Já as estratégias pedagógicas propostas pela professora foram, de certa maneira, inovadoras e ousadas; gostei muito da atividade sobre a obra “Crepúsculo dos Ídolos” (direcionada aos alunos do 3º ano) pois, por ser uma atividade de confecção de um scrapbook a partir dos aforismos do texto acredito que ajude no desenvolvimento e educação da sensibilidade dos alunos, todavia, acrescentaria um novo critério: a necessidade de uma interpretação do aforismo escolhido pra construção da atividade (por uma questão de aprofundamento filosófico e exercício de interpretação de texto).
Infelizmente, tive poucas experiências com as aulas expositivas, no entanto, mesmo com toda a timidez de um graduando as expectativas são fortes para a primeira experiência de docência assumindo o papel do professor, transmissor de conhecimento.”

Jéssica Arrelaro
Bolsista do 3ºSemestre do curso de Filosofia

Vale ressaltar que este relato foi feito com base nas atividades acompanhadas durante  3º bimestre na escola. As atividades foram as seguintes:

1º Ano

2º Ano

3º Ano

Apresentação do Mural Étnico-Racial: foi proposta
a criação de um mural e sorteados grupos étnicos responsáveis pela formação
do Brasil como Negros, Portugueses e Índios. A apresentação deveria abordar a
 influência deste grupo na formação da nossa cultura.

Em conjunto com a disciplina de Física os alunos deverão confeccionar um caleidoscópio, que será apresentado junto à vida e
obra de um filósofo-cientista. Cabe aos alunos explicitar qual a relação do
caleidoscópio com o filósofo em questão.

Foi proposto que os alunos preparem um Scrapbook sobre a obra “Crepúsculo dos Ídolos”. A atividade consiste em retirar três aforismos cada capítulo da obra e transcrever para o livro, sendo facultadas a justificação para escolha da passagem ou comentário sobre ela.

Crédito das fotos: Rennan Moraes e Bia Batista
Por: Loryne Viana, Milton Pereira e Jéssica Arrelaro